Stan Lee | Ao mestre minha homenagem

Imagine você um homem formado, que foi pra guerra e voltou, vivendo em uma época em que o homem era o provedor da casa, chutar o balde de um emprego “sério” pra investir em um mundo de fantasias. Claro que ele podia escrever romances, contar suas aventuras fantásticas em livros, mas a paixão pelos quadrinhos era mais forte. Se ainda hoje tal atitude é considerada delírios de um sonhador, agora imagine em 1950.

Como ele no começo, eu também não estou mais na flor da idade, já sou um tiozão – por assim dizer, mas estou aqui com meu blog cujo o tema é justamente uma válvula de escape para este mundo fantástico. Longe de mim querer me comparar ao mestre, mas a identificação é imediata quando vejo uma figura como ele colocando pra fora toda sua criatividade e energia sem necessariamente se desligar do mundo, podendo fazer o que gosta e ao mesmo tempo questionar sua existência, o cotidiano, o convívio social, discutir política, luta por classes e minorias, aceitando a si não como um super herói, mas alguém que pode se superar para alcançar o que deseja. Com isto tudo que me identifico. O mais engraçado é que não me via como um de seus personagens, até porque sou declaradamente uma fan da DC ( …risos ). Mas me identifico com o criador e sua necessidade incessante de contar histórias de forma e maneiras mais inusitadas. Foi uma vida de realizações com certeza. E com uma energia reconhecidamente interminável. Vai em paz mestre.

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homenagem ao mestre #stanlee

Uma publicação compartilhada por Rodrigo Nunes (@rodrigonunespinheiro) em

Bom… está foi a forma de homenagem a pessoa, o mito, Stan Lee! A biografia e a trajetória dele é sempre bom conhecer então deixo abaixo a história contada pela wikipedia…

Biografia

Stanley Martin Lieber nasceu em Manhattan, Nova Iorque, Estados Unidos, no dia 28 de dezembro de 1922, filho do casal Jack e Celia Lieber, ambos judeus imigrantes da Romênia. Seu pai, um alfaiate, e sua mãe, dona-de-casa, tiveram ainda mais um filho, Larry, nascido em 1931 (e que assim como o irmão mais velho também fez carreira no mundo dos quadrinhos). A família de Lee era relativamente pobre, tendo ele morado boa parte da infância e da adolescência em um “quarto-e-sala” na região do Bronx, na periferia de Nova Iorque, em que ele e o irmão dividiam o diminuto e único quarto do apartamento e os pais dormiam em um sofá-cama na sala. Durante a adolescência, Lee estudou na DeWitt Clinton High School, também localizado no Bronx.

Desde pequeno, Lee gostava de escrever, e seu sonho durante a adolescência era escrever um dia um grande romance. Inteligente, Lee se formou na escola relativamente cedo, aos 15 anos, tendo trabalhado escrevendo obituários em jornais; entregando sanduíches para escritórios no Rockefeller Center; trabalhando de office boy para um fábrica manufatureira e como “lanterninha” do Teatro Rivoli na Broadway.

Lee morreu em 12 de novembro de 2018 aos 95 anos no Cedars-Sinai Medical Center em Los Angeles, Califórnia, depois de ter sido levado para lá em uma emergência médica no início do dia.

Revolução da Marvel

No fim da década de 1950, a DC Comics deu uma reanimada no gênero dos super-heróis com um sucesso imenso com o super time da Liga da Justiça da América. Em resposta, Martin Goodman, o publisher (chefe editorial) da Marvel, deu a Lee a tarefa de criar um time de super-heróis novo. Lee estava chegando aos 40 anos e se considerava velho para aquele tipo de trabalho, somente escrever HQs de super-heróis estereotipados. Foi então, no início dos anos 60, que sua mulher, Joan, sugeriu que ele deveria realmente criar seus próprios personagens, a seu modo. Não teria nada a perder, pois estava mesmo pensando em abandonar a carreira. Lee seguiu o conselho da esposa e, de repente, sua carreira mudou completamente.

Com a ajuda de Jack Kirby, Lee deu a seus novos super-heróis sentimentos mais humanos, uma mudança de seus outros heróis que eram tipicamente escritos para pré-adolescentes. Seus heróis tinham um temperamento ruim, ficavam melancólicos, cometiam erros humanos normais. Preocupavam-se em pagar suas contas e impressionar suas namoradas, e às vezes ficavam até doentes fisicamente. Os super-heróis de Lee capturaram a imaginação dos adolescentes e jovens adultos, e as vendas aumentaram drasticamente.

O primeiro trabalho conjunto entre Lee e Jack Kirby foi o grupo de super-heróis conhecido como O Quarteto Fantástico. Sua popularidade imediata fez com que Lee e os ilustradores da Marvel produzissem vários novos títulos. Lee criou o Incrível Hulk, o Homem de Ferro, Thor e os X-Men com Kirby; Demolidor (Daredevil) com Bill Everett; Doutor Estranho e o personagem de maior sucesso da Marvel: o Homem-Aranha, criado com Steve Ditko. E também criou o Capitão Marvel (Marvel Comics), pois existiam em outras editoras como a Fawcett Comics que possuíam heróis com o nome de Capitão Marvel, então para não usar o nome ‘Marvel’ em um personagem que não fosse da Marvel Comics. foi feito para Marvel seu próprio Capitão Marvel.

Pela década de 1960, Lee escreveu, coordenou a arte e editou a maior parte das séries da Marvel, moderou as páginas de cartas e escreveu uma coluna mensal chamada “Stan’s Soapbox”, escreveu muito material promocional, sempre assinando com a frase que é sua marca registrada: “Excelsior!”.

biografia e carreira fonte wikipedia.

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