Sobre o filme da Mulher Maravilha

Nem preciso dizer que se você não assistiu o filme…

  1. Vá agora, tá perdendo tempo;
  2. Não continue a ler, o post tá cheio de spoilers do filme;
  3. Não deixe de  voltar aqui pra deixar sua opinião nos comentários, o post não é uma critica do filme, é somente um ponto de vista, o seu também é bem vindo. 😉

Impressão geral? Eu saí do cinema com a sensação de ter assistido um bom filme sim. Que foi bem diferente da sensação de quando saí de Batman vs Superman – que saí xingando!!! E de Superman – homem de Aço, quando ele quebrou o pescoço do Zod e fiquei me perguntando Whatafoc@!?!?

Antes de mais nada já vou logo adiantando que não vou mais assistir esses trailers, tão entregando o filme todo, as cenas de ação principais estão nos trailers, aliás todas elas. Fica broxante assistir o filme já tendo visto todas as cenas legais.

Bom, você já viu – eu não preciso falar, mas é legal ver  eles atrelando o filme todo como uma lembrança da foto que ela recebeu do Bruce Wayne. Ele deu o gancho e o filme todo se desenvolveu a partir daquela lembrança. O primeiro ato mostrando a sua infância em Temiscira foi uma boa introdução vimos, seu treinamento, a estória contada por Hipólita e sua mãe apresentando as armas antigas forjadas pelos deuses. Além de uma paleta de cores dourada mais brilhante para a fotografia.

E na passagem para o segundo ato ela rouba as armas todas e parte pra guerra, a paleta de cores muda e tudo fica mais cinza, ela sai da ilha inocente ao logo do segundo ato vamos vendo aos poucos ela caindo em si e passando a entender melhor o mundo dos homens. Legal foi ver o contraste entre um mundo cinza, cheio de pudores e preconceitos recebendo uma amazona em vestes minimas. Apesar disso, o filme não sensualizou a Mulher Maravilha. Ainda bem que foi dirigido por uma mulher! Tal sensibilidade conseguiu lidar com isso de uma maneira infinitamente mais madura do que se fosse tratada por um homem.

Ainda sim o auge do empoderamento foi quando ela tira o sobretudo e abre carga de ataque contra a linha de frente inimiga. A respeito do inimigo, acabou sendo legal a forma como o filme quis internacionalizar a heroína. O grande problema de filmes de primeira e segunda guerras são que os alemães são sempre os bandidos do filme, neste filme podemos ver que de a vilanização é um ponto de vista, como no trecho em que o Chefe Índio conta a Diana que todo seu povo foi dizimado pelo povo do mocinho do filme – Steve Trevor. Então o foco é desviado para o vilão principal Ares e é por culpa dele que tudo está acontecendo.

No último ato – Ares – quando confrontado por Diana a respeito de sua influencia sobre os homens, rebate dizendo que tudo que ele faz é inspirar e sugerir, mas quem realmente realiza são os homens – a humanidade. Motivo pelo qual ele se veste na pessoa de um político sugerindo um armistício que não é ouvido por ninguém. Diana acaba se dando conta disto, mesmo tendo sido avisada por sua mãe, que a humanidade não merecia seu esforço.

Por fim, um filme de super herói tem que ter uma luta fantástica de super herói, senão não é quadrinho. Há quem diga que a luta dela com Ares destoou do restante do filme, mas – amigo! – se você não quiser ver mentiras fantásticas e exageros num filme de quadrinhos de ação, vá assistir outra coisa. É isso mesmo, raios, explosões e pancadaria. E foi muito legal também. Só ficou aquela dúvida, ela voou ou flutuou? E no final aquilo foi um voo ou um pulo? Eu juro que quis que ela voasse!!!

Em entrevista a diretora afirma que queria passar para as meninas a mesma sensação que seu filho tinha quando assistiu os filmes do Superman de Christopher Reeve. É fácil reconhecer em cenas em que Diana usa um óculos pra se disfarçar e quando ela salva Steve Trevor de uma bala num beco é muito similar a de Superman salvando Lois Lane no filme de 1978.

Sim… um final com pose de “superhero charge” indo salvar o dia, esse é o sentimento de herói, é por isso que as meninas vão vestir suas fantasias de mulher maravilha e sair para salvar o dia!

 

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