Pasmem | Estudante quer banir graphic novels de faculdade dos Estados Unidos

 

É engraçado como a educação básica, dependendo como é ministrada, pode restringir a visão do educado ao ponto deste tomar uma posição tão extrema – justamente no ambiente acadêmico – onde a mente deveria ser liberada a se expandir.

Tara Shultz, de 20 anos, matriculada em um curso de letras ( Língua inglesa ) ficou absurdamente espantada com o conteúdo de alguns quadrinhos que faziam parte do material didático da matéria em que se matriculou. Ficou ofendida a ponto de ela e seus pais, proporem que os materiais sejam banidos da biblioteca do Crafton Hills College (Yucaipa, Califórnia). Dentre os álbuns citados por ela, estão Sandman – A Casa de Bonecas, Y – O Último Homem, Persépolis e Fun Home.

citando Tara:

“Eu não esperava abrir esses livros e ver esse tipo de material gráfico. Eu esperava Batman e Robin, não pornografia”, disse ela. “Gostaria que esses livros fossem erradicados do sistema. Não quero que sejam mais usados para ensinar. Não quero que outras pessoas tenham que ler este lixo.”

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A leitura foi feita como exercício de classe, passado pelo professor Ryan Bartlett, cuja matéria, English 250, se dedica justamente ao estudo de graphic novels como mídia viável de literatura, e inclui análise de obras e discussões em classe.

“Escolhi obras aclamadas e vencedoras de prêmios. Não por serem supostamente atrevidas, mas por falarem da luta sobre as condições humanas. Como Faulkner (William Faulkner, escritor americano vencedor do Nobel de Literatura, em 1949) disse, ‘A única coisa digna de leitura é sobre o coração humano em conflito com si mesmo’. O mesmo pode ser dito sobre literatura. Os personagens nas graphic novels escolhidas estão todos lutando com assuntos que envolvem moralidade, autodescoberta, corações partidos etc.”, afirmou o professor.

Como em todas as outras matérias do curso, os alunos recebem informações completas sobre o conteúdo das aulas. Um programa de estudos é distribuído no primeiro dia, colocando por terra uma das principais reclamações da aluna: a de que não foi avisada sobre o conteúdo das histórias.

 

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