Mad Max | Nada de Mad e muito menos ainda de Max.

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Furiosa! É como deve ter ficado a pessoa que como qualquer fã que assistiu e se lembra da trilogia da década de 80 deve ter se sentido com Mad Max: Estrada da Fúria. Acho realmente que os caras deveriam parar de fazer remakes da década de 80… melhor… parar de fazer remakes, tá realmente ficando chato demais essa estória de fazer “outra visão da coisa”, não salva um até agora.

Na primeira sequencia do Filme os caras já detonam com o interceptor… eles colocaram o carro icônico de Max no poster do filme, em todas as chamadas, no teaser, no trailer e a primeira coisa que Max faz no filme é afirmar toda sua perícia de motorista capotando o carro e se tornando um bolsa de sangue durante a longa e inacabável primeira metade do filme. Sono, senti sono com as tentativas de releitura da linguagem visual do filme, com planos tremidos tentando relembrar os extreme close-ups que eram moda em muitos filmes de ação da década de 80 e também apareciam em Mad Max.

Arranjaram um gigante e um anão para remeter ao Master Blaster da cúpula do trovão que não teve a força do personagens originais, o vilão principal é bem clichê nem precisou falar muito por que não ia chegar aos pés de Tina Turner. Até achei que que Nicholas Hoult que fez o Nux – a quem Max serviu como bolsa de sangue por boa parte do filme – se tornaria o principal vilão da estória. Isso até tropeçar e cair do caminhão causando o anticlimax na cena que deveria ser o augue. Medíocre disse o Immortal! E medíocre ele continuou pelo resto do filme, afinal hollywood não ia colocar seu galanzinho pra ser o vilão do filme.

O que sobrou do filme? Furiosa!! Não não é uma platéia furiosa, é a personagem da divindade Loura Charlize Theron. O filme sempre devia ter se chamado “Furiosa”. Não havia a menor necessidade de “não fazer” um filme do Mad Max. O coitado do Tom Hardy sumido, sem força e com uma tentativa ridícula de imitar alguns trejeitos do Mel Gibson – foi mastigado e cuspido pelo talento de Charlize e pela profundidade e força que ela conseguiu arrancar da personagem. Sou fã incondicional dessa mulher.

Mais do que isso? Cenas de ação e explosões, isso hollywood sabe fazer muito bem.

Esse foi o Mad Max que eu sonolentamente vi.

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