Fanzine, quanto mais fácil menos romântico?

Houve um tempo em que quando se queria fazer ser ouvido, mostrar seu trabalho, suas opiniões, difundindo sua Banda de Rock preferida, seus gibis preferidos, até mesmo mostrar o próprio trabalho o sujeito tinha que penar!! Hah tinha. Talvez o fanzine – aglutinação abreviada para Fanatic Magazine – tenham sido os precursores mais próximos daquilo que hoje chamamos de Blog.

É claro que eu não tô aqui para ensinar como se faz um fanzine daquela época, mesmo porque, hoje, seria uma tremenda perda de tempo escrever suas matérias na máquina de escrever, desenhar a mão cada página do fanzine – a versão pocket geralmente um A4 ou sulfite dobrado longitude e latitudinal; Mimiografar – isso mesmo – ou “Xerocar” uma série beeem limitada. Depois disso, trocar seus fanzines com outros fanzineiros se correspondendo através de carta. Trabalhão né!?!?

Pois é!!! Mas é claro que – na vida – aprendemos a dar valor àquilo que sofremos bastante para realizar. Hoje, ao invés deste trabalhão todo, abrimos uma conta em um servidor hospedeiro de blog gratuito, ajeitamos o design da página e digitamos nossa idéia. Será que ainda somos românticos? Hora, se fizermos um paralelo, antigamente tinhamos que cortejar a menina, pegar na mão dela, pedir pro pai dela permissão pra namorar, passar horas no sofá pra arrancar um beijim. Hoje, vamos pra uma balada, espera-se tocar Chiclete com Banana e já se cai matando. É… arrancar um beijo tá mais fácil, mas administrar a relação ainda dá o mesmo trabalho. Sim… ainda temos que pesquisar bastante a respeito da pauta que vamos postar, sim… ainda temos que desenhar a mão as tiras que vamos postar, sim… ainda temos que sentar e roteirizar nossas estórias, sim… ainda temos que ler muito para que nossa crítica seja realmente levada a sério, sim… ainda temos que correr atrás dos nossos pares para que estes tenham tempo e interesse de ler o que escrevemos. Seja um fanzine de papel ou eletrônico o que não mudou foi a qualidade da informação, de papel ou eletrônico se copiarmos e colarmos as publicações dos outros tornamo-nos desinteressantes do mesmo jeito. Sim… acho que ainda podemos ser românticos, desde que a paixão seja verdadeira. Tá mais fácil mas ainda dá trabalho!! 🙂

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