Crossover | Batman e Spawn

Sim! De volta do fundo do baú, Banana Quântica espana a poeira  para rever algumas edições que marcaram época na história da estórias em quadrinhos! E a bola da vez é um encontro ocorrido lá nos idos dos anos 90 e publicado aqui em terras tupiniquins em 1997 mas tinha sido pubicada em 1994 nos EUA. Batman e Spawn lançado pela Image artes de Todd Mcfarlane e roteiro de Frank Miller.

Bem… Se você estivesse em 1997… visse a capa deste crossover na banca de revista e ainda fosse um leito regular de Batman e assíduo de Spawn – como eu – provavelmente diria.. Nooooossa que fooood@!!

Né!?

Pois é, naquela época Frank Miller já tinha feito seu nome com Batman – Cavaleiro das Trevas onde roteirizou e desenhou. Foi responsável ainda pelo renascimento do Demolidor na Marvel transformando um personagem quase desconhecido da editora em um grande sucesso.

Todd McFarlane que há pouco havia montado seu selo… a Image Comics… estava bombando com as vendas de Spawn – sua cria do inferno. Especialmente no Brasil.

Lembro que na época tínhamos a maioria das publicações em formatinho e as que tinham em formato americano eram montadas com as folhas internas em papel jornal, mais barato. Spawn era vendida quinzenalmente e todas as as páginas eram em papel couchê de gramatura fina. As páginas brilhavam… era o máximo.

Depois da Spawn outras revistas começaram aparecer com a mesma qualidade. Começávamos a ter a mesma qualidade que os americanos já tinham há muito tempo.

Na década de 90 muita coisa foi produzida e Miller, assim como vários outros artistas da época, trabalhavam além do limite para dar conta da montanha de dinheiro que as editoras faziam vendendo HQ’s. E neste ritmo louco de produção, vários crossovers foram feitos – ao mesmo tempo que as estórias em série eram produzidas. Com o aumento da quantidade não é muito difícil de imaginar que a qualidade das estórias iria sofrer um pouco.

E infelizmente este título também sofreu com essa qualidade. O roteiro é bem simples feito para um encontro dos dois, até aí tudo bem. Batman investiga um caso estranho de contrabando da mafia russa e se depara com um ciborg. Investigando, descobre que as partes dos corpos dos ciborgs eram de moradores de rua de Nova York. No ato seguinte o cavaleiro das trevas e topa com Spawn que não gosta nada de ver o morcego nos becos de sua cidade. E a treta começa assim…

A estória é contada sob o ponto de vista do Batman “pero no mucho” (ou #SQN) apesar de ser de fato uma publicação de Spawn. Aí é que o negócio fica esquisito! Quem está acostumado a ler as revistas do Batman sabe que ela sempre é narrada em primeira pessoa, do ponto de vista do Batman. Como a estória é narrada em terceira pessoa, não fica claro quem está narrando. Na revista do Spawn, no começo, por vezes a estória era contada por Cogliostro – um sem teto que ajuda Al Simmons a conhecer seus poderes e que mais tarde descobre-se que era um antigo Spawn que tinha esgotado seus poderes. Só que nesta edição o narrador não é um nem outro… o roteiro se resume em duas brigas entre Batman e Spawn. Entre uma e outra Batman descobre o responsável pelos ciborgs e vai com Spawn acabar com o negócio.

Os traços de McFarlane também deviam estar ligado no automático, porque eu juro pra você que o Batman mais parece o Homem-Aranha segurando a bat-corda em duas cenas desenhadas por ele… Muito tempo desenhando o cabeça de teia McF? Tudo bem, tirando isso o traço dele tava lá, o mesmo traço louco que me fez imitá-lo durante as aulas de Cálculo I, na faculdade, desenhando no tampo da mesa com grafite aqueles ângulos impossíveis das páginas de Spawn.

No final depois de Spawn ter – praticamente – ressuscitado Batman usando magia, ao mesmo tempo que se enfrentava o morcego dentro de sua mente…

…leva um bat-rangue na cara como agradecimento… WTF!!??

…o curioso foi a referencia que se fez com a época em que AL andava com a cara amarrada com um cadarço de tênis – eu lembro dessa época!!!

É !!! Realmente não foi o melhor trabalho dos dois!!! Mas valeu a leitura!!! Sempre vale!

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