Crítica | Jurassic World – Os bad ass mothafoca!

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Jurassic World está batendo recorde mundial de estréia. Melhor bilheteria do cinema de todos os tempos! (de acordo com o site Deadline) Diversão, nostalgia e aquela ação de dar nervoso, frio na barriga e gelo na espinha. Esta foi a minha impressão geral de Jurassic World – O mundo dos dinossauros. Sabe aqueles filmes de ação que tínhamos emoção ao ver na infância e adolescência, fui carregada novamente para aquela época como não havia a muito tempo. É entretenimento, de levar pipoquinha e colar os olhos na tela. É claro que filmes não são imprevisíveis, vemos uma quantidade de reboots, sequels, prequels, etc… E nada se cria, nada mais é novidade.

Mas em Jurassic World finalmente mostraram a essência do que conta o primeiro filme, um contraste da tecnologia versus criaturas pré-históricas, e a tentativa de controlar a natureza. Os animais estão dentro de um parque como era o original, e então tudo sai de controle. A ganância é mais uma vez o contraponto à funcionalidade do Parque. Claro que assim como nos outros filmes da franquia, alguém quer se dar bem pela subtração de animais ou embriões e tudo fica caótico. Veja bem é essa ilusão de controle que dá a Jurassic Park sua ação e diversão. O segundo filme, The Lost World: Jurassic Park – O mundo perdido e o terceiro e pior de todos os filmes Jurassic Park 3, não foram tão grandes ao meu ver porque as pessoas se dirigiam a uma ilha cientes de que haviam animais a solta, não há controle humano, não há muita presença dos animais na floresta senão quando convinha, tinha muito mais bla bla bla entre os personagens do que terror dos animais, que eram mais coadjuvantes violentos e maus.

Agora podemos ter a percepção de presença, mesmo não enxergando os dinos, podemos sentir como se estivéssemos acompanhando as atrações de um parque temático de fato, através dos personagens Gray (Ty Simpkins) e Zach (Nick Robinson). Acompanhar do lado de dentro da cela dos Velociraptores como são mantidos os animais e treinados por Owen (Chris Pratt), e a situação geral do parque com a criação de uma nova atração o Indominus Rex e a atuação de Claire (Brice Dallas Howard) como uma continuidade de John Hammond (Richard Attenborough) do parque original, e Hoskins (Vincent D’Onofrio) representando a InGen. Apenas Dr Henry Wu (BD Wong), um geneticista do primeiro filme da franquia estava neste filme, porém ele não foi a única lembrança do filme original, este é um filme que presta homenagens, com easter eggs, semelhanças em cenas novas, além da trilha original.

 

 

A partir daqui spoiler alert, vou comentar cenas e coisas específicas do filme. Quem são os bad ass mothafoca?

Owen:

O mais óbvio de todos, entrou na jaula/ contenção e salvou a vida de um empregado que havia caído quando tentava “salvar o porco”. Isto é algo que não faz muito sentido já que provalvemente estava ali para servir de alimento para os raptores, ele eventualmente seria comido. Maass voltando ao ato mais que heróico de Owen, ele enfrenta as velociraptores sendo o alfa entre eles. Com este respeito dos animais por ele, ele enfrenta o indominus, numa situação não desejada e perde a liderança, que é recuperada no final. Gray e Zach sentindo-se seguros ao serem salvos, não querem sair do lado de Owen.

Indominous Rex:

Põe bad ass neste dino, enganou a todos quando o sensor térmico não acusa a presença dele dentro da contenção, o que faz a Dr. Claire correr para a central de controle e acionar a defesa do parque, enquanto Owen e outros trabalhadores entram na jaula para averiguar, Indominus camuflado se revela, consegue sair da contenção, arrancar fora o rastreador, se tornar alfa para raptores, cair matando o parque todo, quer mais???

Claire:

Salvou seus sobrinhos de um ataque de velociraptores. Ela é quem libera o Tiranossauro Rex de sua alcova, o chama atenção com um sinalizador (cena que remete ao original instantaneamente), tudo isto vivido sobre um salto alto E o mais espetacular vem agora, ela conseguiu fazer várias ligações de um celular! Incrível!

Tiranossauro Rex:

Ela mal aparece ao longo do filme, mas seu desfecho não poderia acontecer sem ela. Bom sem um trabalho de equipe é claro. Foi uma dos responsáveis pela “extinção” da Indominus. Hehehe

Velociraptor Blue

Sobrevivente em seu bando, Blue também foi uma das heroínas do filme ajudando a liquidar Indominus.

Mosasauro

A grande estrela do grand finale. Matou seu apetite e salvou muitas vidas!

Prós do filme:

Enfim podemos ver como funciona o parque, com todas as suas atrações. Tudo tem mais vida, os sons que ecoam, os bastidores de uma parque, a sala de controle e a parte humorística dos personagens de Jake Johnson e Lauren Lapkus. A ação é eletrizante, e apela para o emocional com trechos que relembram Jurassic Park.

Contra do filme:

No original o final fica ao encargo dos animais, porém neste achei exagerado, T. Rex e Blue atacaram indominus e se despedem e cada um pro seu lado… Oi!? Aham. É tá meio forte pra aceitar, podiam ter inventado uma equipe da inGEN pra fazer a contenção no final ou então Owen, Claire, Zach e Gray, teriam um final terrível com aquele T.Rex.

 

Lances muito doidos

Owen joga gasolina em si e fica invisível ou tira o apetite do Indominus para o resto do filme. Os garotos entendem como consertar um carro. Até o Owen ficou surpreso. Claire libera o T. Rex da sua jaula e inacreditavelmente não é comida de dino no mesmo instante. Operadoras de telefonia mantem um serviço que funciona perfeitamente! Um porco apenas para quatro velociraptores?!? Ei no primeiro filme não tinha tanto miserê, eram três numa gaiola e elas ganharam um boi! O que impede a mosasauro de ir atacar tubarões brancos em águas mais interessantes, todos viram ela pulando pra pegar a Indominus no final. E palmas ao Dr Henry Wu, o único sobrevivente de dois parques temáticos dos infernos que de fato não passou nenhum tipo de perrengue nos dois filmes!!! rs

Por fim, eu recomendo, é Spilberg, o cara é bom no que faz, te leva de volta a infância, e por mais fantasioso que seja, é divertido pacas!

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