Christopher Lee | O descanso do velho mago – #eleNaoeraoGandalf

saruman

Partiu de nosso convívio devido ao agravamento de problemas respiratórios e um coração fragilizado por 93 anos de uma vida. E Christopher Lee –aliás, sir Christopher– se foi no domingo (7/6/2015), em Londres, deixando órfãos milhões de fãs do horror.

Para as gerações mais novas, Lee era conhecido pelo papel de Saruman na franquia da série “O Senhor dos Anéis”. E ainda teve quem o confundisse com Gandalf e lamentasse a partida de Ian McKellen.

Aos desavisados fica a dica que Gandalf morreu mas voltou como mago branco e ficará entre nós por mais um bom tempo.

Ou conde Dooku na nova Trilogia de star Wars. Mas ele entrou para a história do cinema pelos nove filmes em que interpretou Drácula, entre 1958 e 1976.

Lee também foi o vilão chinês Fu Manchu em cinco filmes, interpretou Sherlock Holmes e fez seu papel favorito no clássico de suspense “O Homem de Palha” (1973). Numa carreira de 67 anos, atuou em mais de 200 longas.

 

Lee falava oito idiomas, incluindo grego e russo, e sonhava em ser bailarino ou cantor de ópera.

Serviu na Força Aérea Real Britânica durante a Segunda Guerra, foi condecorado seis vezes e participou da libertação de campos de concentração. Contava ter feito parte do Serviço de Inteligência Britânico, em missões tão secretas que se recusava a comentar o assunto.

Lee media 1,96 m, e sua altura, voz grave e jeitão de lorde foram perfeitos para o papel do conde. Muitos acham que ele foi o maior Drácula do cinema.

Christopher Lee era casado desde 1961 com a pintora e ex-modelo dinamarquesa Birgit Kroencke, com quem teve uma filha, Christina.

Nos últimos anos, emprestou sua voz para narrações em discos de heavy metal de bandas como Rhapsody of Fire e Manowar, e lançou dois discos próprios de metal, baseados na vida de Carlos Magno. Até o fim da vida, Christopher Lee tocou o terror.

Com tantas faces e tanto papeis um velho mago do cinema nos deixa com a lição de uma vida realizada.

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