Aquaman | o Thor da DC

A DC fez tudo direitinho, pegou um personagem de quem não se esperava muito, foi elevando o hype gradualmente, fazendo com que o auge culminasse com a estreia do filme, montou um filme de origem com um roteiro que cumpre os requisitos básicos e sentou o sarrafo na ação durante todo o filme.

A partir de agora existem spoilers até as profundezas abissais deste texto, senão quiser se afogar com algum, fica aqui no razinho e não mergulhe mais a fundo neste texto!!! Você foi avisado, com o mar não se brinca!

O filme é ação o tempo todo, desde a primeira cena e isso é ótimo, as cenas de flashback entravam justificando as habilidades adquiridas, perfeito – não se perde tempo em longos 30 minutos de explicações de treinamentos que veremos depois. Pá pum!!! Sei usar um tridente porque o meu mestre me ensinou, olha aqui. Pá Pum… sei falar com os peixes porque fiz isso com… sei lá… 6 anos de idade? em um aquário da cidade… Whatever… explicado em um cena, vambora pra pancadaria que é disso que o povo gosta.

E tudo foi se encaixando certinho no roteiro, o Black Mantha e seu ódio pelo Aquaman resolvidos em 10 minutos de filme… e é aquilo mesmo!!! Os reinos submarinos apresentados, Atlântida afundada, motivos shakeaspereanos de disputa de trono, jornada do herói, tudo encaixadinho, certinho, contando a história do Aquaman dos “novos 52”, o cara fala com os peixes, monta sim em cavalo dragão marinho, luta com as criaturas abissais, o cara é o prometido, chamou até o “Krakem” pra sentar o cacete nas hordas marítimas… o cara foi lá e resolveu… Fim do filme! Fechou, Aquaman resolvido! Vamos pro próximo

É claro que os chamados críticos da forma e aplicação da sétima arte vão dizer que o diálogo é isso, que a luz é aquilo, que o roteiro é isso outro… eles tem razão mas quem paga pra ver o filme tá pouco se lixando pra isso, contanto que não façam alguma cagada muito grande, tudo bem. Contudo, todavia, entretanto, por consequente… não sou nenhum crítico, tô mais pra um “comentador” de filme… pra mim, tiveram umas duas cagadinhas que meio que berrou aos olhos enquanto eu assistia…

só duas cagadas… cagadinhas…
Uma – Plot twist: Aquela virada na história em que a mãe tava viva ficou meio óbvia durante o filme todo, copy past do filme “Homem Formiga e Vespa” em que a vespa original volta.

Outra… e esta parece ser um problema geral psicológico ancestral de todos os personagens da DC. Problemas com a Mãe! O tal efeito Martha meio que voltou, porque no auge da luta entre os irmãos, quando finalmente ia-se decidir o verdadeiro Rei de Atlântida, Orm revela que o principal motivo que o demovia era a perda da mãe…. “niqui” quando aparece a rainha linda e resplandecente, joga – porque não – uma onda de aguá fria no mote do filme inteiro e dá um colo pro “Orminho”, neste insistente os dois param de brigar… assim… igualzinho ao efeito Martha em BvS. Cagado né?

Enfim, saí do filme comparando a película com o primeiro filme do Thor, muito próximos pra mim. Também não dava nada pelo Thor mas adorei Asgard da mesma forma que adorei Atlântida, o conflito com os irmão nos dois filmes motivados por ciumeira do mais novo… igualzinho… Thor tendo que ser digno do martelo e Arthur do tridente do rei… os dois recusando o trono… e nos dois filmes as histórias de origem foram contadas dignamente talvez não tenham as melhores linhas de diálogos “ever”… mas contou fantástica muito boa e abraçou a fantasia sem vergonha nenhuma do que iam falar. Fantasia + ação + pipoca e refrigerante. Cumpriu a missão.

Facebook